Município de Vila Nova de Paiva
Praça D. Afonso Henriques 1
3650-194 VILA NOVA DE PAIVA Vila Nova de Paiva
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Município Vila Nova de Paiva
Câmaras Municipais
Quem Somos

Identidade natural


Central à região serrana do Alto Paiva – as ‘terras do demo’ de Aquilino Ribeiro –, Vila Nova de Paiva sita entre concelhos de Moimenta da Beira, Viseu, Sátão, Castro Daire e Tarouca.
Mais de 80 por cento do Município estende-se por platitudes acima dos 800 metros, atingindo 1016 metros onde Touro confina à Serra da Nave. Paisagem granítica, ponteada de litologias xistenses, principalmente em Queiriga, é dominada por uma orografia que acusa erosão.
O vigor da invernia contrasta com o Estio moderado a quente – ‘nove meses de Inverno e três de Inferno’, resume o aforismo.

A rede hidrográfica, muito ramificada, é absorvida pelo Paiva – reputado como o menos poluído da Europa –, que desce da Serra da Nave e atravessa o Concelho no sentido Este-Oeste; pelo Rebentão que aflui no Vouga, limite meridional de Queiriga; e pelo Côvo que vem desaguar no Paiva, em Vila Cova-à-Coelheira. O rio desempenha um papel diversificado na economia e sociedade locais: outrora conduzia a dinâmica aos moinhos e pisão, é alfobre de apreciadas pescarias, a cadência perene é suficiente para alimentar as culturas de regadio, e espraia-se de molde a proporcionar estâncias balneares.

As águas transluzem um ‘coalhado de vegetação que emerge das suas entranhas. São plantas aquáticas em tufos vermelhos, alongados, que o rio embala no seu seio (…) Nasceram a aprender o ritmo do rio, cirandam ao sabor da força do seu veio, não lhe estranham os modos ou o correr.’ (I. N. Pignatelli, 1998)

Nas margens de rios e regatos, limados pelas suas águas, os lameiros alimentam a vida animal e vegetal. A altimetrias inferiores, nos vales abrangentes corridos pelos cursos principais, adensa-se a vegetação arbórea, onde também, malgrado a acção antrópica crescente, subsiste uma fáunula diversa que beneficia da salubridade dos cursos fluviais – são lontras e peixe comum de água fria como a truta fário, verdadeiro ícone do Paiva, o bordalo, a boga, o realista, e o eirós.

As serras ora escalvadas ora floridas de queiró, tojo e carqueja, e ponteadas de pinhal, são o refúgio de espécies cinegéticas, desde perdizes e patos bravos a coelhos, lebres e javalis, que baseiam tradições de bom sabor à mesa.

Presidência

Câmara Municipal


Presidente

Nome: Dr José Morgado Ribeiro
Partido Político: PS
Telefone: 232609900




Vereação:




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Nome: Drª Delfina Maria Fonseca Gomes
Partido Político: PS
Telefone: (+351) 232 609 900
Vereadora a tempo inteiro






 

Assembleia Municipal


Presidente da Assembleia Municipal

Paulo Manuel Teixeira Marques     PS

 

Juntas de Freguesia

Junta de Freguesia de Alhais - União de Freguesias de Vila Nova de Paiva, Alhais e Fráguas

Junta de Freguesia de AlhaisÉ a mais pequena freguesia do Concelho de Vila Nova de Paiva, com cerca de 10 km2. Os lugares principais são Alhais de Cima, Alhais de Baixo e Vila Garcia. É cingida por dois córregos que descem da nave formando dois vales férteis onde se encontram as melhores condições para a produção hortícola. Sede de Concelho até 1836, a ‘Sintra da Serra’ tem uma bonita praia na Quinta da Azenha.


Presidente: Ilídio Afonso Cruz

 

Fráguas - União de Freguesias de Vila Nova de Paiva, Alhais e Fráguas 

FráguasA Freguesia de Fráguas situa-se 4 km a oeste da sede do concelho tomando a EM 569. É composta por um só aglomerado, com área aproximada de 12 km2. Foi vila e sede do actual Concelho de Vila Nova de Paiva de 1514 a 1883 e deu-lhe o nome até 1895. Possui uma das mais visitadas praias fluviais da região.




Presidente: Ilídio Afonso Cruz

 

Pendilhe

PendilheFica situada 11 km a nordeste de Vila Nova de Paiva, junto à EN 225. A Freguesia de Pendilhe tem uma área aproximada de 24 km2 sendo formada pelas povoações de Pendilhe, Algodres de Baixo, Algodres de Cima, Profadeira e Escaleira. Foi vila e sede de concelho entre 1514 e 1836. A recuperação da aldeia abrangeu um largo de espigueiros e a instalação de um Centro Interpretativo rural.


Presidente: Jorge Manuel Silva Cerdeira

Queiriga

QueirigaÉ composta pelas povoações de Queiriga, Lousadela, Minas de Lagares e Quinta das Valas. Dista 6 km da sede do Concelho ficando a sul, entre a margem esquerda do rio Paiva e a margem direita do rio Vouga, numa área de 35 km². Na primeira metade do séc. XX manteve intensa actividade mineira. As gerações na diáspora, maioritariamente por terras gaulesas, representam cinco vezes o número da população residente.

Presidente: Augusto Marques Moreira

Touro

TouroA setentrional freguesia de Vila Nova de Paiva é formada pelas povoações de Touro, Adomingueiros, Avesseira, Cerdeira, Laje Gorda, Póvoa e Viduinho, numa área de 50,2 km2. A Freguesia de Touro é servida pela EM 329, estando a 6 km da sede do Município. Pertenceu ao Concelho de Vila Cova-à-Coelheira entre 1514 a 1836. Mantém interessantes núcleos de arquitectura popular.



Presidente: Amândio Martinho Salvador

Vila Cova à Coelheira

Vila Cova à CoelheiraÉ a mais populosa freguesia do Concelho e assim como Queiriga fadada pelos surtos migratórios, mas para terras de Vera Cruz. Abrange uma área de 42 km2, distribuídos por seis povoações: Carvalha, Cascano, Meeiras, Malhada, Teixelo e Borralhais. O efluente Covo desempenha um papel diversificado na economia local: outrora emprestou dinâmica aos moinhos, é viveiro de apreciadas pescarias, mantém as culturas de regadio e banha a estância balnear da Praia do Rego.

Presidente: Jorge Manuel Pereira dos Reis

 

Vila Nova de Paiva - União de Freguesias de Vila Nova de Paiva

Vila Nova de PaivaAnteriormente conhecida por Barrelas, foi elevada a vila em 1883 e é cabeça do Concelho. Atravessada pelas estradas EN 323 e EN 329, a freguesia de Vila Nova de Paiva é constituída pela malha urbana central mais dois lugares pouco definidos, o das Pedras Talhadas (Zona Industrial) e o do Porto do Carro (bairro junto à Ponte Nova). Cinge uma área aproximada de 8,6 km2. Ali se mantém a tricentenária Feira de Barrelas que Aquilino Ribeiro celebrizou n’O Malhadinhas.

Presidente: Ilídio Afonso Cruz

 

Acção Social, Saúde e Gabinete de Apoio ao Emigrante


Compete ao Sub-Sector efectuar estudos que detectem as carências sociais da comunidade e de grupos específicos e promover acções no âmbito de reabilitação e integração de indivíduos e famílias em situação de carência em colaboração com as entidades competentes. É ainda do seu domínio apoiar diagnósticos das necessidades sociais da comunidade, efectuar inquéritos sócio-económicos e colaborar com as instituições vocacionadas para interferir na área de acção social.

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Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Vila Nova de Paiva - CPCJ

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Nova de Paiva é uma instituição  oficial não judiciária com autonomia funcional que tem como objectivo “a promoção dos direitos e a protecção das crianças e jovens em perigo”.

Quando é que a CPCJ deve intervir?
 
A CPCJ intervém quando os pais, o representante legal ou quem tenha a sua guarda ponham em perigo a criança no que respeita a :

 - Segurança
 - Saúde
 - Formação
 - Educação
 - Bem – estar
 - Desenvolvimento Integral


Quando é que a criança ou o jovem está em perigo?
 
A criança está em perigo quando se encontra numa das seguintes situações:

- Está abandonada ou vive entregue a si própria;
- Sofre Maus-tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais;
- Não recebe os cuidados adequados à sua idade;
- É obrigada a executar trabalhos inadequados à sua idade ou prejudiciais ao seu desenvolvimento;
- Está sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectam gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional;
- Assume comportamentos ou se entrega a actividades ou consumos que afecta gravemente o seu desenvolvimento integral. 

Quem deve comunicar as situações de perigo?
 
A comunicação é obrigatória para qualquer pessoa ou instituição que tenha conhecimento de situações que ponham em risco a vida e a integridade física ou psíquica da criança ou jovem.
 
 
Medidas de prevenção e protecção
 
Após consentimento das responsáveis pelos menores, a CPCJ pode intervir apoiando a criança ou jovem:

- Junto dos pais ou de outro familiar;
- Confiando o menor a pessoa idónea;
- Apoiando o jovem para a sua autonomia de vida;
- Procedendo ao acolhimento familiar ou em instituição do menor em risco.

ATL, Lares e Centros de Dia


Ação SocialSete Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) prestam serviço no Concelho. Duas na sede do Concelho, duas na freguesia de Queiriga, e as restantes nas de Pendilhe, Vila Cova-à-Coelheira e Touro. Desenvolvem actividade nas valências de ATL, Creche, Lar de Idosos, Centro de Dia e Apoio Domiciliário, delas beneficiando algumas centenas de crianças, jovens e terceira idade.

A Associação de Solidariedade Social Alvorada na Serra, de Pendilhe, foi criada em 1998, iniciando em Maio de 2000 a valência de ATL, e em 2001 a valência de Apoio Domiciliário. Funciona em instalações cedidas, estando projectada a construção de um edifício sede onde funcionará também um Centro de Dia.

A Associação de Solidariedade Social do Alto Paiva (ASSAP), situada na sede do Concelho, iniciou em 1980. Possui modernas instalações de creche com capacidade para 66 crianças, um Lar e Centro de Dia para 40 utentes, abrangendo outros 30 com Apoio Domiciliário.

A Associação de Solidariedade Social Cruz de Malta, de Vila Cova à Coelheira, foi constituída em 1991 e possui instalações desde 1998. Em 2001 iniciou o Apoio Domiciliário a 21 utentes, com auxílios do Projecto Crescer em Cidadania e da ASSAP, dando início à valência de Lar em 2002. Em Agosto de 2004 assinou Acordo com o Centro Distrital de Segurança Social para funcionamento de valência de ATL para 10 crianças. Nesse ano assinou também um acordo com a Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva para financiamento de refeições e transporte das crianças do 1º CEB e Jardim de Infância residentes nas povoações da freguesia.


A Casa do Povo do Concelho de Vila Nova de Paiva passou a Instituição Particular de Solidariedade Social em 1999. Entre 1999/2002 foi entidade gestora do Projecto de Luta Contra a Pobreza, sendo apoiada para a criação de um ATL que em 2002 começou com 23 crianças. Em parceria com o Município desenvolve actividades desportivas para jovens do Concelho.

A Caritas Paroquial de Queiriga tem valências de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, tendo sido fundada em 1980. Um dos seus fins é activar estruturas de apoio às famílias, para a infância e adolescência, jovens e terceira idade, além de grupos carenciados. Possui acordo de cooperação para 15 idosos na valência de Apoio Domiciliário, e para 40 no Centro de Dia.

A Associação Os Queiriguenses foi criada em 1981 com natureza de Associação Cultural, Recreativa, Desportiva e de Solidariedade Social. A valência de ATL é co-financiada pela Segurança Social desde 1986, funcionando no recinto da Escola de 1.º Ciclo.

O Centro Paroquial de Touro, fundado em 1999 como IPSS, desenvolve serviços de Apoio Domiciliário e ATL, usufruindo também de apoio do Centro Distrital de Segurança Social de Viseu, desde 2005.

Habitação Social

 

Habitação SocialOs Serviços Sociais desenvolvem actividade para proporcionar melhores condições de habitação (e as associadas condições de higiene, privacidade, saúde e educação) às famílias que não possuem recursos para adquirir casa aos preços de mercado. A requalificação dos espaços degradados é prioritária. Em 2000 foi celebrado um acordo com o Instituto Nacional de Habitação (INH) para a construção de 28 fogos no concelho a custos controlados. Estão concluídos 24, na freguesia de Vila Nova de Paiva, que mereceram o 1.º prémio do INH em 2005. Outros instrumentos de subvenção incluem a renda social e a renda apoiada e a organização de processos de candidatura a empréstimos sem juros a famílias economicamente carenciadas, se destinados a obras de conservação e beneficiação da habitação degradada (Programa Solarh).

Património Religioso

Património Religioso

A religião é ‘o maior brazão da Serra’ no dizer de M. Fonseca da Gama (M. F. Gama, 1940). ‘Estes homens todos acreditam vagamente que a vida vai para além da morte. Mas a sua religião tem foros de panteísmo, preenche de espíritos as encruzilhadas e fojos, levanta alminhas, vai em procissão aos cruzeiros, reza junto de penedos’. (Beira Alta. XLIV, 3, 1985)

Ermidas, capelas e igrejas, obradas nos Tempos Modernos ou Contemporâneos, encerram sumptuoso labor artístico. Raiam de esplendor e minúcia de filigrana a talha joanina da Igreja Matriz de Vila Nova de Paiva, ‘carregada de figuras de anjo que sobem e descem nas colunas da arquitectura central definidora do camarim amplo e profundo com sobre--céu hemisférico repetido em gomos que abriga o místico Cordeiro deitado sobre o livro dos sete selos, aquém de uma estrela de braços de luz.’ (A. Correia, 2003). Ao correr do tecto da capela-mor o mérito entalhador emparelha com o génio pictórico dos 49 caixotões que ilustram a árvore genealógica de Jesus segundo o Evangelho de S. Mateus.

Ainda ali está patente uma mostra de arte sacra, como aliás em Queiriga, com alfaias litúrgicas que remontam à pré-nacionalidade. Cruzes arcaicas ou processionais da Alta Idade Média ou góticas e renascentistas, como igualmente se guardam em Vila Cova-à-Coelheira, Fráguas e Alhais. A desta última paróquia ia realçar ‘as maiores e mais solenes procissões de Lamego e Viseu.’ (M. F. Gama, 1940)

Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro

 

Biblioteca Municipal Aquilino RibeiroA BMAR de V. N. de Paiva foi aberta em Janeiro de 1988, no centro da vila, e inaugurada no ano seguinte por David Mourão Ferreira. É a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) que está na origem do serviço público de leitura. Desde meados da década de ‘60 chegava às freguesias a Biblioteca Itinerante da FCG, partindo do concelho limítrofe de Moimenta da Beira.
Nos anos de 1999 e 2000 o Município concorreu ao Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. O estudo prévio viria a ser seleccionado em terceira oportunidade, em Fevereiro de 2002. O local indicado para a implantação do equipamento, com área superior a 2 000 m 2, coincide nas instalações de uma antiga escola do Ensino Primário, precisamente a última morada da BMAR. Ali se iniciaram actividades de Serviço Educativo e um programa de exposições temporárias, a Biblioteca Itinerante e a Iniciativa Bibliocaixas, projectos de literacia digital e Leitura Especial. Esse núcleo de actividades prossegue agora no Auditório Municipal Carlos Paredes, onde se situa um Centro de Documentação que transitoriamente assegura os serviços mínimos de Leitura Pública, através do acesso às colecções da BMAR .

Auditório Municipal Carlos Paredes


Auditório Municipal Carlos ParedesTeatro, cinema, música, danças e cantares fazem parte da programação regular de Vila Nova de Paiva, no edifício Auditório Municipal Carlos Paredes.
Em cinema satisfazem-se apelos diversos: filmes de estreia, clássicos da filmoteca portuguesa e animação. No Teatro valorizamos repertórios de tradição regional e a ligação estreita à comunidade educativa.
A oferta abrange ainda um ciclo de exposições que acentua a diversidade de linguagens estéticas, sempre a promoção de valores regionais, e agora com propostas extensivas dos espectáculos ou motivos em cartaz. Permanecem duas exposições: o novelo literário de Aquilino Ribeiro sobre as Terras do Demo e uma sinopse de larga sincronia reportada ao Município.

 

Espaço Internet

 

Numa medida apoiada pelo Programa Operacional Sociedade da Informação, consciente da importância de estimular o uso das novas tecnologias para o desenvolvimento pessoal e social, desde 2002 a Câmara Municipal proporciona o acesso gratuito à Internet, em instalações apropriadas. O Espaço Internet tem por missão facilitar o acesso de todos os cidadãos, instituições e associações às redes do conhecimento e aumentar a comunicação telemática entre Autarquias e a Administração Pública através dos munícipes. Acumula ainda uma missão formativa e certificadora em Competências Básicas da Informação e da Comunicação. Oferece sete postos de acesso, um deles adaptado para pessoas com deficiência.

O Espaço Internet funciona ao lado do Parque Escolar, de Segunda a Sexta-feira até às 22h00, 18h00 aos Sábados e 20h00 aos Domingos.
 

Artesanato

 

Artes-Tradições- Artesãos

Artesanato

Na tradição artesanal destacou-se a confecção caseira em linho, perdida para a indústria do algodão. O pisão de Fráguas melhorava o acabamento do burel tecido em casa. Fazem-se ainda trabalhos de azulejaria, cerâmica, restauro e ferro forjado (V. N. de Paiva), cestaria e tamancaria (Pendilhe, Alhais, V. N. de Paiva e Queiriga), mantas de lã (V. N. de Paiva e Pendilhe), vestuário de burel e meias (Pendilhe), miniaturas em madeira de alfaias agrícolas (Vila Cova-à-Coelheira e V. N. de Paiva), cantaria (Alhais e V. N. de Paiva), trabalhos figurativos em granito (Fráguas).


Etnografia

 

Cultura agrária

Etnografia'Na serra tudo tem uma medida cósmica que não assusta o serrano, pois com ela se habituou a conviver. Era assim então, como já fora no tempo dos antepassados de há milhares de anos. No amanho da terra, no domínio da arte venatória, na forma como rega a belga, na aceitação da vivência comunitária, até no vestuário, os costumes do serrano mantinham-se quase inalteráveis.' (H. Almeida, 2003)

'Na madrugada há carros de bois, arados pousados sobre jugos, homens de sachola ao ombro, mulheres de capucha com uma corda para o mato, maçadoiros com linho, pastores ganhando o monte com o rebanho.' (Beira Alta. XLIV, 1985).

Os socos calcam as lamas tapando as luras que a toupeira abriu, e a tamanca há-de tocar na calçada.
'Os homens que conduzem as vacas aos pastos ou ao trabalho dos campos não o fariam de uma forma mais delicada se conduzissem pessoas pela mão.' (I. N. Pignatelli, 1998)

A ceifa, dita segada, começou ordinariamente entre o S. João e o S. Pedro, estendendo-se até ao meado de Julho. A debulha aqui se chama malhada, e demora até Agosto. 'Há malhadas de ajuste e malhadas por conta do lavrador. Estas, as mais comuns, são feitas quase sem salário. Vai-se à malhada do vizinho para que ele venha à nossa. (M. F. Gama, 1940) Assentam-se os dias como quem conta a vez no forno, no moinho e no eirado. Onde a natureza bravia quer dura a economia da sobrevivência ripostam as solidariedades vicinais por expedientes de peculiar comunitarismo.

Festas,Feiras e Romarias

 Festas

FestasO culto porfiado aproxima os altopaivenses na celebração das festividades do calendário litúrgico, aquelas em honra dos padroeiros, valorizadas com a actuação das bandas de música e ranchos folclóricos, e as romarias do Calvário (Vila Cova-à-Coelheira) e da Boa Sorte (Touro). Continua-se extramuros por esses caminhos de Deus em ‘ruidosas romarias, de grinaldas, arcos, fogo e músicas de que eram muito concorridas as da Lapa e dos Remédios. Esta foi sempre de maior atracção, grandioso festival – muito, variado e lindo fogo de artifício, iluminações profusas e deslumbrantes, ornamentação requintada, uma filarmónica em cada canto, uma procissão de triunfo que não havia segunda.’ (M. F. Gama, 1940)
O Carnaval é a festa de todas as ludicidades, das expressões miméticas às agonísticas. É Romariasnas freguesias de Touro e Pendilhe que a tradição tem escola, podendo-se assistir a useiros desfiles e aos entrudos do Rico-Irmão e do Canto do Galo.
Ver Paiva é a principal festividade de Vila Nova de Paiva e um esteio da actividade cultural organizada pelo Município. Decorre durante uma semana na primeira quinzena de Agosto, centrada no Largo do Ramalhal, o mesmo da Feira de Barrelas. Embora de tradição recente, impôs-se através de uma programação eclética, ao encontro de um público alargado, que vem sendo amplamente participado por visitantes de outros concelhos, e pelo regresso sazonal de emigrados. As actividades principais incluem o cinema e teatro ao ar livre, a canção e o folclore, a animação de rua e desporto, exposições diversas e oficinas de expressão plástica.

Posto de Turismo


Turismo- Localização
O Posto de Turismo situa-se na Praça do Município, nas instalações do Auditório Municipal Carlos Paredes. Durante todo o ano podem ser visitadas exposições de artesanato local.

- Horário de funcionamento
Segunda a Sexta-feira, das 10h00 às 17h00, e ao Sábado, das 10h00 às13h00 e das 14h00 às 18h00.
 
- Morada:
Praça D. Afonso Henriques,1
3650 - 207 Vila Nova de Paiva
Telefone: 232 601 108/ 232 518 924
Fax: 232 609 909
E.mail: turismo@cm-vnpaiva.pt 

 

Gastronomia

 

GastronomiaA gastronomia carece em divulgação o que sobra em apuro palatal: do javali, coelho guisado com carqueja, truta com molho de escabeche, carneiro ensopado, cabrito de caldeirada aos defumados de Pendilhe e doces – papas de relão, pão de ovos e cavacas na Páscoa, caldo de abóbora com leite. Pão é mistura de centeio e milho – que é a broa daqui –, o de centeio é mais para o Outono, pois o milho mói-se com dificuldade, e ainda se encontra um raro trigo de Barrelas. O mel há em Pendilhe e o queijo de cabra em Touro.

Hotelaria

 

A tradição de bem receber os visitantes de forma cativante e hospitaleira, aliada à capacidade de Hotelaria satisfazer todas as exigências e necessidades  do turista, fazem das Terras do Alto Paiva um lugar para mais tarde recordar.
Podendo usufruir de boas condições de alojamento, de acordo com a disponibilidade de cada carteira, o visitante/turista poderá pernoitar nas seguintes unidades hoteleiras:
   
A Estalagem Mira Paiva, é a principal unidade hoteleira num raio de 30 quilómetros, situando-se numa área reservada por entre pinhal e o rio Paiva. Os acessos ao empreendimento estão facilitados através da EN 329 a partir de Viseu e da EN 225 proveniente de Lamego, à distância de 35 km. Tem 23 quartos, com TV satélite, aquecimento central, ar condicionado e minibar, piscina ao ar livre, parque infantil e espaços verdes, além de esplanada com vista para o rio. A gastronomia de tradição local está representada em vários pratos, entre os quais se destaca a truta em molho de escabeche.

Saiba mais

Turismo Ambiental


- Parque Botânico Arbutus do Demo


Turismo AmbientalÉ um dos projectos emblemáticos do concelho de Vila Nova de Paiva e, seguramente, um dos mais importantes e significativos entre os desenvolvidos nas últimas décadas. Sobretudo pelo seu carácter pluridisciplinar, abrangendo as áreas do ambiente, do lazer, do turismo, da cultura e até da ciência.

O Parque, onde se encontra reunido mais de um milhar de diferentes espécies botânicas, dispostas por famílias, usos etnobotânicos e industriais, propriedades medicinais e características aromáticas.está instalado nos terrenos do antigo Viveiro Florestal de Queiriga. Do abandono passou-se à reabilitação, em resultado de uma parceria no âmbito do Programa Interreg III B Sudoe, em que participam o Município de Vila Nova de Paiva e os promotores Beirambiente (Guarda), Espanha (Burgos) e França (Chaise Dieu).

Um espaço onde podem ser admiradas desde as pequenas briófitas às gigantescas Sequoia sempervirens, numa notável harmonia estética e ambiental.
O Arbutus do Demo foi pensado e criado para responder de uma forma integrada, moderna e arrojada à procura de espaços de encontro entre motivos étnicos e técnicas artesanais.
A estratégia assenta na reconstrução fiel da paisagem natural e antropogénica das terras altas do Paiva, num projecto de recuperação em que foi desejado e possível modernizar infra-estruturas no respeito pela história e passado do espaço, mantendo o sistema de águas residuais e de rega, as edificações originais e a estrutura arbórea.

A presença de uma linha de água com plantas autóctones, de um prado de aluvião natural e de um pequeno lago onde as espécies animais ripícolas se associem, asseguram alguns dos pólos de interesse do parque.
O visitante encontra ainda algumas estruturas de apoio, desde uma sala de interpretação audiovisual, a um pequeno parque infantil, parque de merendas, cais para pesca e um parque astronómico.
O pastoreio e a apicultura são actividades a desenvolver no âmbito do Parque e, com o objectivo bem definido de conferir maior visibilidade ao espaço e dinamizar a actividade dos artesãos locais, está prevista a produção e comercialização, na forma de merchandising, de produtos endógenos derivados da transformação de plantas, cogumelos e mel.

Turismo de Aventura

 

- Karting


KartingDiver-Karting é uma das mais recentes atracções de Vila Nova de Paiva. Trata-se de um novo equipamento dirigido muito particularmente para os amantes do automobilismo e das emoções que a condução de um kart seguramente provoca.

Situa-se junto ao Parque Industrial de Vila Nova de Paiva e procura, sobretudo, servir e atrair praticantes da região.
A pista tem uma extensão de 920 m e uma largura constante de 8,20 m, sendo a primeira do género no distrito de Viseu.
O complexo estende-se por um área de quase 24 mil m 2 e inclui as adequadas estruturas de apoio, como boxes, oficina, parque de estacionamento, café/snack-bar e ainda salões de jogos e de festas.
Cumpre todos os regulamentos e normas técnicas da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, o que lhe permite vir a receber provas do campeonato nacional.

Turismo Cinegético


- Caça e Pesca


Caça e Pesca“Região admirável é esta para uma e outra cousa. Nos montes, se criam com abundância lebres, coelhos e perdizes; nas matas e pinhais, a rola; nos campos, as codornizes; e na serra, além da perdiz, a galinhola, os pombos e os patos bravos.
Há grande abundância de caçadores locais; mas não são sós a bater o monte e a enfeitar o cinturão. Vêm de longe caçar no mesmo terreno. Caravanas de automóveis que não só de homens, se encontram alinhados no terreno da caça, ao lado da estrada onde aquela é farejada. (…)
A pesca foi no passado abundante e de superior qualidade. O Paiva é o clássico rio da saborosa e apreciada truta. É especialíssima a que se pesca nos seus afluentes e nos córregos que para eles caminham, sobretudo no rio Covo. Tê essas trutas uma cor salmonada, de carne mais rija e saborosa. A razão é porque vivem em água mais fria.
Além da truta, há abundância de bordalos e bogas e ainda o eirós, não menos apreciado que a truta.”

C. Manuel Fonseca da Gama, Terras do Alto Paiva, Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, 1940, p. 294.

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